Gases de Efeito Estufa
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Concentração de gases de efeito estufa bateu recorde em 2018
Publicado em 28/11/2019

Concentração de gases de efeito estufa bateu recorde em 2018
 
Organização Meteorológica Mundial divulgou novo relatório que mostra que a emissão continua crescendo.
 
A Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgou nesta semana, que a concentração dos principais gases do efeito estufa na atmosfera alcançou um novo recorde em 2018. Para a OMM, a continuidade da tendência no longo prazo significa que as gerações futuras serão confrontadas com o aumento dos impactos das mudanças climáticas. Os efeitos incluirão temperaturas mais altas, clima extremo, estresse hídrico, aumento do nível do mar e alterações nos ecossistemas marítimos e terrestres.
 
Segundo o secretário-geral da OMM, Petteri Taalas, “não há sinal de desaceleração ou declínio na concentração de gases de efeito estufa na atmosfera, apesar de todos os compromissos sob o Acordo de Paris. Precisamos transformar promessas em ações e aumentar o nível de ambição para garantir o futuro e o bem-estar da humanidade”.
 
De acordo com o novo relatório, globalmente, a concentração de CO2 atingiu 407,8 partes por milhão em 2018, em comparação a 405,5 partes por milhão em 2017. O prejuízo será sentido pelas próximas gerações porque o CO2 permanece na atmosfera e nos oceanos durante séculos.
 
Ainda de acordo com Taalas, “é importante lembrar que a última vez em que a Terra vivenciou uma concentração de CO2 comparável à atual foi há quase 5 milhões de anos. Naquela época, a temperatura era 2ºC a 3ºC mais alta e o nível do mar era 10 a 20 metros mais alto do que o atual”.


Entenda os impactos do aquecimento global se a temperatura subir até 1,5°C ou mais de 2°C
 
Atualmente, a meta é manter o aumento das temperaturas em até 1,5°C para diminuir esses efeitos, mas as pesquisas apontam que estamos cada vez mais distantes desse objetivo. Os pesquisadores já apontam que o aumento da temperatura pode chegar a até 3,2°C até 2030.


Consequências do aquecimento global, segundo a ONU:
 
Com o aquecimento a 2ºC, o mar do Ártico sofrerá degelo durante o verão a cada 10 anos. Essa frequência diminui para 100 anos com o aquecimento de 1,5ºC.
 
Até o final do século, o aumento do nível do mar deve ser 0,1 metro menor no cenário a 1,5ºC do que a 2ºC. O intervalo projetado para 1,5ºC é de 0,26 a 0,77 metro.
 
No melhor cenário, até 10,4 milhões de pessoas a menos serão impactadas pelo aumento do nível do mar até 2100.
 
Em regiões continentais, ondas de calor podem ser de duas a três vezes maiores no cenário acima de 2ºC do que naquele de 1,5ºC. Ondas de calor devem favorecer a difusão de doenças como a malária e a dengue em áreas que hoje não são atingidas.
 
A pobreza e a migração também devem aumentar, já que comunidades que dependem da agricultura serão fortemente afetadas.
 
O número de espécies de animais e plantas que podem desaparecer é muito maior na projeção para 2ºC do que naquela de 1,5ºC.
 
Os ciclones tropicais devem ocorrer em menor frequência, mas deve ser maior o número de ciclones com intensidade muito forte, fator acentuado no cenário de 2ºC, em relação a 1,5ºC.
 
O aquecimento global a 2ºC deve aumentar a probabilidade de ocorrência de secas extremas, assim como falta de chuvas e riscos associados à falta de água.


Aquecimento projetado por cientistas
 
O cenário com aumento de 1,5ºC já prevê uma série de mudanças e levanta questionamentos entre os cientistas sobre a possibilidade de estabilizar ou reverter o a elevação das temperaturas.
 
O cenário com um aquecimento de 2ºC ou mais é ainda mais preocupante.
 


Relatórios da ONU em 2019 falaram sobre aquecimento global
 
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou, em 2019, outros dois relatórios sobre as mudanças climáticas, veja abaixo os destaques destas publicações:
 
As emissões dos gases do efeito estufa relacionadas à agricultura, desmatamento e outros usos do solo representam 22% do que é liberado no mundo.
 

No Brasil, o aquecimento pode reduzir as safras de milho em 5,5% a cada grau Celsius de aquecimento.



Conhecendo as fontes de emissão de GEE
 
O desenvolvimento de um inventário de GEE permite à empresa identificar oportunidades para redução de emissões e adotar medidas voluntárias de melhoria em seus processos, que poderão ser consideradas sob legislação ou regulamentos programáticos eventualmente adotados no futuro.
 
A verificação é uma avaliação independente da confiabilidade de um inventário de GEE.
 

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Fontes:
https://veja.abril.com.br/ciencia/concentracao-de-gases-de-efeito-estufa-bateu-recorde-em-2018/?utm_source=whatsapp

https://g1.globo.com/natureza/noticia/2019/11/26/entenda-os-impactos-do-aquecimento-global-se-a-temperatura-subir-ate-15c-ou-mais-de-2c.ghtml